Reportagem, Supernovas

Campos do Jordão é o melhor destino de inverno

O jornalista carioca João de Sá, nos anos 50, eternizou o verso “Campos do Jordão, ‘jóia’ do alto da serra”, no hino oficial que compôs para a cidade. Correm pouco mais de 60 anos, o ano é 2015 e o maior jornal do país, a “Folha de São Paulo”, encerra uma elogiosa matéria, na qual Campos é apresentada como o melhor destino de inverno do país, com a seguinte frase: “A pouco mais de duas horas de São Paulo, Campos é uma pequena joia na Serra da Mantiqueira”.

Campos do Jordão - O melhor destino de inverno do Brasil.

Campos do Jordão – O melhor destino de inverno do Brasil.

Muitas coisas mudaram nos últimos 60 anos no mundo, até mesmo a palavra joia perdeu o acento, mas Campos do Jordão não perdeu o brilho e segue encantando os brasileiros. Na matéria da Folha, Campos do Jordão foi apontada como o melhor destino de inverno pelos paulistanos segundo pesquisa do prestigiado instituto DataFolha. Mas antes que os paulistanos sejam acusados de bairrismo, a matéria de saída já justifica o título “Campos do Jordão é o melhor destino de inverno”, com a constatação:

“Não por acaso, os paulistanos elegeram Campos do Jordão seu destino favorito de férias de inverno. É bom que se diga que não estamos sozinhos nessa escolha: a cidade atrai visitantes de muitas outras regiões, todos em busca do charme local e do clima europeu.”

Clique na imagem para ler a reportagem da Folha na íntegra. pS: Está recheada de dicas ;D

Clique na imagem para ler a reportagem da Folha na íntegra. PS: Está recheada de dicas ;D

Felicidade define o sentimento do Boulevard Geneve em fazer parte desse encanto que salta aos olhos de tantas pessoas. É um orgulho sem tamanho fazer parte desse brilho.  Ser um pedacinho dessa *JOIA* chamada Campos do Jordão. Que como os bons vinhos, mesmo com o passar dos anos, só melhora!

Campos de todas as estações

estações

Campos brilha em todas estações 😀

Mas fica a dica, nas outras estações do ano Campos do Jordão também faz bonito. Na primavera Campos se transforma no Jardim do Brasil. Nosso verão é ensolarado, mas fresquinho! E o outono é outra primavera, mas na qual cada folha é uma flor, tamanha a beleza da paleta de cores que o espetáculo do cair das folhas dos plátanos e dos liquidâmbares dão. Outono, inverno, primavera ou verão. Campos do Jordão brilha em qualquer estação. ;D

***

OFERECIMENTO

boulevardgerneve teste_______________________________________________

assinatura BG

Padrão
Cultura

Ricardo Montenegro: Um flâneur a serviço da arte

Hoje o blog apresenta a obra do pintor Ricardo Montenegro. Com cerca de 800 trabalhos em aquarela, Montenegro é um mestre da pintura de paisagem e em muitos de seus quadros capturou o vai e vem das ruas de Campos do Jordão. Um trabalho que encanta e impressiona pela sensibilidade como o dia a dia da cidade foi retratado pelo artista.

O Portal de Campos do Jordão. Obra de Ricardo Montenegro

O Portal de Campos do Jordão.
Obra de Ricardo Montenegro.

“Uma paisagem conquista-se com as solas dos sapatos, não com as rodas de um automóvel”

William Faulkner, escritor.

No livro “Cidades para Pessoas” o arquiteto Richard Rogers no prólogo diz que as cidades – assim como os livros – podem ser lidas e que Jan Gehl, o autor do livro, entende a linguagem das cidades. Gehl é um arquiteto dinamarquês considerado atualmente o maior nome do urbanismo mundial, um especialista em criar cidades melhores. Tudo porque consegue ler a cidade. Como? Percorrendo as ruas a pé.

Todos vêem. Poucos entendem.

O pintor Ricardo Montenegro também pertence a esse clube restrito de pessoas que de fato conseguem ler as cidades. Montenegro traduz em suas pinturas o estado de espírito das cidades. Cidades estas que ele conhece bem andando e conversando com os moradores. E assim à sua maneira o pintor ajuda as pessoas a entenderem a importância de reduzirmos nos dias de hoje a marcha do “desenvolvimento” pregado nos últimos 100 anos. Para tanto, retrata cidades do interior que ainda guardam no seu dia a dia a verdadeira essência das cidades: ser um ponto de encontro.

Boulevard Geneve, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Boulevard Geneve, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Cidades para Pessoas

As ruas são para andar e os espaços públicos para promover a conversa entre as pessoas. Como o poeta Vinicius de Moraes ensina “A vida é a arte do encontro”. Mas o mesmo Vinicius também completa: “embora haja tanto desencontro”. Dizer que as ruas são para andar e encontrar outras pessoas parece algo óbvio a princípio, afinal desde a Grécia antiga é assim, mas no século XX essa realidade foi dando espaço para uma cultura do automóvel e de consumismo na qual as vias expressas foram tomando o lugar das pessoas e os pontos de encontro da maioria das cidades sumiram. Tudo em nome do “desenvolvimento”(olha ele aí de novo). Um tremendo desencontro.

 Vila Capivari, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Vila Capivari, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Ainda há tempo

E o resultado dessa mudança de comportamento são os muros mais altos de hoje em dia, as pessoas mais fechadas e menos verde. E é nesse cenário sombrio que a obra de Ricardo Montenegro lança luz sobre o problema ao retratar o quão bom e bonito é o cotidiano em cidades do interior como Campos do Jordão. Cidades onde o medo do outro ainda é menor do que o interesse pelo outro, e nas quais o bate papo nas praças, a caminhada e as áreas verdes ainda tem vez. Algo hoje distante, mas ainda assim possível para as grandes metrópoles, basta que prestemos mais atenção na obra de gente como Jan Gehl e Ricardo Montenegro.

A Torre do Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

A Torre do Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

“Acima de tudo, nunca perca a vontade de caminhar. Todos dias eu caminho até alcançar um estado de bem-estar e me afasto de qualquer doença. Caminho em direção aos meus melhores pensamentos e não conheço pensamento algum que, por mais difícil que pareça, não possa ser afastado ao caminhar”.

Soren Kierkgaard, filósofo dinamarquês.

Venha caminhar por Campos do Jordão você também ;D

Confira mais algumas obras de Ricardo Montenegro:

Matriz Santa Teresinha. Obra de Ricardo Montenegro.

Matriz Santa Teresinha. Obra de Ricardo Montenegro.

Igreja de São Benedito. Obra de Ricardo Montenegro.

Igreja de São Benedito. Obra de Ricardo Montenegro.

Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

Baden Baden | Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

Baden Baden | Boulevard Geneve. Obra de Ricardo Montenegro.

Vila Capivari, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Vila Capivari, Campos do Jordão-SP. Obra de Ricardo Montenegro.

Estação Ferroviária da Vila Abernéssia. Obra de Ricardo Montenegro.

Estação Ferroviária da Vila Abernéssia. Obra de Ricardo Montenegro.

***

Para mais quadros de Campos do Jordão, clique aqui.

site: ateliermontenegro.com.br

flickr do artista: ateliermontenegro

facebook: www.facebook.com/AtelierMontenegro

***

 OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

Padrão
Arquitetura, Passeios, Ponto Turístico

O Portal de Campos do Jordão

A rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123) é a principal estrada de acesso à Campos do Jordão. E os turistas e moradores que deixam ou chegam à cidade por ela sempre são recebidos pelo Portal, um simpático prédio construído em estilo alpino. O Portal é o símbolo da hospitalidade da cidade e como todo bom concierge  responde pelas boas vindas  aos turistas.

Portal de Campos do Jordão

Portal de Campos do Jordão

O Portal é um centro de recepção para os visitantes da cidade. Recentemente reformado o prédio conta com banheiros adaptados para deficientes físicos, fraldário e um eficiente centro de atendimento ao turista com informações sobre hotéis, restaurantes, compras, atrações turísticas e centros de eventos de Campos do Jordão. O espaço do Portal também faz a vez de espaço cultural, sendo utilizado regularmente para abrigar exposições.

campos-1

Portal de Campos do Jordão

Mas o que faz do Portal um símbolo de Campos do Jordão e um dos cartões postais mais fotografados da cidade é a arquitetura do local. A construção do prédio impressiona pela beleza . Uma releitura moderna dos tradicionais chalés suíços, com dois chalés de dois pavimentos cada e beirais todo ornamentados. Já o telhado, diferente das construções suíças não chega até o chão, mas mantém uma inclinação tradicional de 75%.

***

 OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

Padrão
Passeios

Morro do Elefante: A vista mais famosa de Campos do Jordão!

Cidades turísticas costumam contar com belvederes que contemplam seus visitantes com bonitas vistas panorâmicas. Em Campos do Jordão não é diferente, a cidade conta com vários pontos turísticos nos quais a vista privilegiada é a grande atração. Locais como a Vista Chinesa, o Pico do Itapeva, o Pico do Imbiri e a Pedra do Baú recebem muitos turistas todos os anos. Mas há um destino panorâmico que se sobressai aos demais e recebe mais turistas, o Morro do Elefante.

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Armando Ferreira

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Armando Ferreira

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Dani_Di

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Dani_Di

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Deni Willians

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Deni Willians

O Morro do Elefante está localizado a 1800 metros de altitude e por ser vizinho da Vila Capivari, o centro turístico da cidade, recebe milhares de turistas todos os anos. O nome curioso se deve a silhueta do morro que vista de longe lembra muito a tromba de um elefante.

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Elaine Quirelli

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Elaine Quirelli

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Andrea Machado

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Andrea Machado

Os turistas chegam ao topo do Morro do Elefante via teleférico ou de carro, por uma estrada pavimentada e muito bem cuidada. Independente do transporte uma vez lá em cima o que se tem é uma belíssima vista da Vila Capivari e arredores que a cercam. O cenário combina a natureza da serra da Mantiqueira com a classuda arquitetura da cidade.

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Arturo Marcos

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Arturo Marcos

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Célia Cerqueira

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Célia Cerqueira

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por JB Nascimento

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por JB Nascimento

Morro do Elefante - O belvedere conta com barraquinhas tradicionais de xales e cachecóis. Campos do Jordão - SP Foto por Adriano Teixeira

Morro do Elefante – O belvedere conta com barraquinhas tradicionais de xales e cachecóis.
Campos do Jordão – SP
Foto por Adriano Teixeira

Se com o dia claro ou ao cair da tarde a natureza reina absoluta, com o anoitecer o brilho da cidade iluminada compõe uma vista panorâmica que impressiona pelo contraste da escuridão com as luzes e o vento que corta o morro no período da noite. Lindo! Lindo!

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Daniel Akamine

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Daniel Akamine

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Cristiano Tomaz

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Cristiano Tomaz

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Renato Megni

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Renato Megnis

A vista mais famosa da cidade

Afirmar que a vista do Morro do Elefante é a mais bonita da cidade seria um equívoco, mas sem dúvida alguma trata-se de uma bela vista, tanto que a TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região, escolheu a panorâmica do Morro do Elefante como a paisagem oficial de Campos do Jordão. É uma imagem ao vivo da panorâmica do belvedere do Morro do Elefante, com foco na Vila Capivari, que serve de plano de fundo dos apresentadores dos telejornais da Tv Vanguarda quando eles se referem a Campos do Jordão ou a outras cidades da Serra da Mantiqueira. Logo, o Morro do Elefante provavelmente não tem a vista mais bonita da cidade, mas sem dúvida tem a vista mais famosa de Campos do Jordão.

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Ruy Barbosa Pinto

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Ruy Barbosa Pinto

Morro do Elefante Campos do Jordão - SP Foto por Renato Rosa

Morro do Elefante
Campos do Jordão – SP
Foto por Renato Rosa

***

Mais Informações:
Entrada franca – passeio público
Endereço: Rua Marco Antônio Cardoso, 240 – Morro do Elefante
Como chegar?
Teleférico:   Confira, clique aqui.
De Carro: Siga sentido ao Centro Turístico da cidade, Vila Capivari. Passando pela Praça São Benedito e pelo Teleférico, vire à direita na rotatória onde encontra-se uma estátua de cavalo e siga em frente. Vire a primeira rua à esquerda em aclive; o ponto turístico Morro do Elefante está situado no final desta rua.

***

OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

Padrão
matterhorn 30 anos
Arquitetura, Comer & Beber, Cultura, História

Matterhorn: Um símbolo de Campos do Jordão!

Bons restaurantes existem em todas as cidades, mas restaurantes que conseguem ir além da boa comida, construindo uma identidade com o local onde estão instalados a ponto de serem considerados pontos turísticos são poucos. Esse é o caso do Restaurante Matterhorn, de Campos do Jordão.

Matterhorn

Empório & Restaurante Matterhorn Campos do Jordão - SP

Empório & Restaurante Matterhorn
Campos do Jordão – SP

Matterhorn - 27 anos de história

Matterhorn – 30 anos de história

O Local

O Matterhorn ocupa um chalé do Boulevard Geneve, no coração da vila Capivari, o centro turístico de Campos do Jordão. O chalé do restaurante junto com a torre do Boulevard compõe uma das paisagens mais fotografadas da cidade. Uma realidade que já tem 29 anos de história.

Matterhorn - Cozinha suíça e arquitetura alemã.

Matterhorn – Cozinha suíça e arquitetura alemã.

Origens

Mas não se engane, ainda que o restaurante se paute pela culinária suíça, tenha nome suíço e a construção do chalé nos remeta automaticamente aos alpes suíços, ambas construções tem outro sotaque, o alemão. A dobradinha torre-chalé foi inspirada no centro de uma pequena cidade alemã chamada Rothenburg ob der Tauber, famosa pela conservada arquitetura medieval e o estilo arquitetônico do enxaimel.

Rothenburg ob der Tauber

Rothenburg ob der Tauber

A arquitetura que influenciou a Torre do Boulevard Geneve e o chalé que abriga o restaurante Matterhorn em Campos do Jordão.

Lá é assim – A arquitetura que influenciou a Torre do Boulevard Geneve e o chalé que abriga o restaurante Matterhorn em Campos do Jordão.

Ponto de Encontro

O restaurante Matterhorn já está tão incorporado a Campos do Jordão que virou ponto de referência. Ouvir pelas ruas um “me encontra lá no Matterhorn” é comum, e mesmo a torre do Boulevard Geneve é chamada por muitos moradores de “torre do Matterhorn”, tamanha a força do impacto visual que a dobradinha torre-chalé exerce sobre a cidade. E se engana quem pensa que a administração do Boulevard Geneve se ressinta dessa “apropriação” da torre. Pelo contrário, a simbiose Boulevard Geneve-Matterhorn é muito bem-vinda. Assim como Boulevard Geneve e Baden Baden se confundem, o mesmo acontece na relação com o Matterhorn, e é exatamente esse o segredo do sucesso do Boulevard Geneve: ter sido agraciado logo nos seus primeiros anos com empreendimentos que mais do que visar dinheiro, vieram para estabelecer raízes em Campos do Jordão.

Ponto de encontro - Localizado na esquina do corredor do Boulevard Geneve  que liga a Praça de Capivari à Rua Djalma Forjaz não podia ser diferente, o Matterhorn virou ponto de referência.

Matterhorn – Localizado na esquina do corredor do Boulevard Geneve que liga a Praça de Capivari à Rua Djalma Forjaz , o restaurante virou ponto de encontro.

O Matterhorn

O restaurante Matterhorn é fruto dos empresários, José Vasconcelos Rosa, o Vasco, e Marilda Molina. Vasco em 1985 abriu o restaurante Baden Baden no recém-inaugurado complexo de lojas Boulevard Geneve. Encantado com a beleza do prédio o empresário costuma contar que foi amor à primeira vista. E esse encanto com a arquitetura do lugar também aflorou em sua então esposa na época, Marilda, que junto do marido decidiu abrir um mix de restaurante e empório: o Matterhorn.

O empresário Vasco posa para foto em frente ao chalé do Matterhorn em construção.

O empresário Vasco posa para foto em frente ao chalé do Matterhorn em construção.

Inaugurado em 1987 o restaurante Matterhorn ao lado do Baden Baden é hoje um dos estabelecimentos mais tradicionais de Campos do Jordão, e uma das iniciativas empreendedoras de maior sucesso do boom turístico do final dos anos 80, época que marca a transição do potencial turístico de Campos do Jordão, de estância climática e terapêutica para um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil. Uma transição que deve muito a arquitetura e cuidados paisagísticos adotados pelo Boulevard Geneve e outros prédios da cidade, mas que só se consolidou graças à qualidade de estabelecimentos como o Matterhorn.

Junho de 1987 foi gentil com o casal Vasco e Marilda. O mês marca o nascimento do Matterhorn e da filha Clarissa.

Junho de 1987 foi gentil com o casal Vasco e Marilda. O mês marca o nascimento do Matterhorn e da filha Clarissa.

Mas e o restaurante? É bom mesmo?

Matterhorn significa Montanha-Mãe e faz alusão à montanha mais famosa dos Alpes Suíços. O restaurante homônimo de Campos do Jordão faz jus à influência suíça. Um parêntese: Sabemos que os adjetivos charmoso e acolhedor são utilizados a torto e a direito nos guias turísticos, mas o chalé que abriga o empório na parte térrea e o restaurante no piso superior é sem dúvida o chalé mais charmoso da cidade. Os milhares de turistas que posam para fotos em frente a ele todos os anos não nos deixam mentir.

Matterhorn - O chalé mais charmoso da cidade.

Matterhorn – O chalé mais charmoso da cidade.

E uma vez no restaurante o cliente é tomado pela atmosfera acolhedora e agradável do lugar, como quem se vê de repente num chalé com lareira fazendo a vez de abrigo ante uma tempestade de neve dos alpes suíços. O Matterhorn “salva” seus clientes do burburinho e do frio das ruas de Campos do Jordão trazendo-os para uma experiência sensorial que agrada todos os sentidos. A começar pela trilha sonora comandada pela exímia pianista Dona Cidinha, um deleite para os ouvidos. Já a decoração remete a uma cabana chique e os detalhes mudam regularmente de acordo com a época do ano (outono, Páscoa, Dia dos namorados, Natal e Reveillon sempre ganham decorações especiais). Tudo muito bonito.

Pode nevar lá fora, o Matterhorn abriga você. Foto: Chuva de granizo de 2001 que deixou Campos do Jordão com a cara da Suíça. Clicada por Ricardo Castelfeanchi.

Pode nevar lá fora, o Matterhorn abriga você.
Foto: Chuva de granizo de 2001 que deixou Campos do Jordão com a cara da Suíça. Clicada por Ricardo Castelfranchi.

Restaurante Matterhorn

Restaurante Matterhorn

O Matterhorn em clima de outono

O Matterhorn em clima de outono

No detalhe: Destaque para o piano de Dona Cidinha, pianista residente da casa.

No detalhe: Destaque para o piano de Dona Cidinha, pianista residente da casa.

Ok, só que beleza não põe a mesa como dizem os mais velhos, falemos então das estrelas do Matterhorn. A cozinha da casa é famosa pelas fondues e racletes. Uma primeira visita ao restaurante passa quase que obrigatoriamente por esses dois símbolos das culinária suíça. Mas o restaurante também tem um cardápio variado que aborda desde pratos regionais à base de truta e pinhões até cozinhas mais tradicionais como massas italianas e cortes especiais de carnes e aves, entre outros pratos de festivais que mudam de estação para estação. Para beber, uma extensa carta de vinhos e cervejas especiais completa a agradável e inesquecível experiência gastronômica que é visitar o Matterhorn.

A sequência das fondues Matterhorn respeita as legítimas  receitas suíças.

A sequência das fondues Matterhorn respeita as legítimas receitas suíças.

A famosa raclete do Matterhorn

A famosa raclete do Matterhorn

Alta gastronomia - O Matterhorn vive se reinventado como nessa sobremesa batizada de Quadra de Pinhão.

Alta gastronomia – O Matterhorn vive inovando como nessa sobremesa batizada de Quadra de Pinhão.

Sempre no salão - A empresária Marilda Molina atualmente comanda o restaurante ao lado do chef Rodrigues.

Sempre no salão – A empresária Marilda Molina atualmente comanda o restaurante ao lado do chef Rodrigues.

Empório e Bar - O Matterhorn tem tudo para o seu happy hour. Confira uma resenha da Veja SP, clique aqui.

Empório e Bar – O Matterhorn também tem tudo para o seu happy hour. Confira uma resenha da Veja SP, clique aqui.

***

Mais informações: www.matterhorn.com.br

faça o tour virtual: camposdojordao360graus.com.br

endereço: Rua Djalma Forjaz, nº 93, loja 20, Boulevard Geneve

Matterhorn - Mais que um restaurante! Um símbolo de Campos do Jordão!

Matterhorn – Mais que um restaurante! Um cartão postal de Campos do Jordão!

***

OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

Padrão
Cultura, Religiosidade, Rolê Econômico, Roteiro Família

Capela São Vicente de Paulo

Cercado por uma mata de araucárias a Casa da Criança, antigo Sanatório São Vicente de Paulo, em Campos do Jordão, é um local rico em história e significado para a cidade. Mesmo assim o lugar é negligenciado pela maioria dos guias turísticos. O que é uma pena, devido a beleza, cultura, tranquilidade e história que o visitante se depara ao visitá-la.

Grupo em dia de evento religioso.

Casa da Criança – Capela São Vicente de Paulo, Memorial Padre Vita e caminhadas ao ar livre são atrações do local.
Na foto: Grupo em dia de evento religioso.

Mantida pelo Instituto das Filhas de Nossa Senhora das Graças, a Casa da Criança hoje funciona como um centro educacional para crianças carentes. Entre as atrações do prédio destacam-se a capela e o memorial Padre Vita.

O prédio da Casa da Criança é cercado por araucárias.

O prédio da Casa da Criança é cercado por araucárias.

Localizada no último andar do prédio que abrigava o sanatório, a Capela de São Vicente de Paulo impressiona pela arte sacra. O altar é adornado com um conjunto magistral de pinturas religiosas. Também chama a atenção os vitrais da capela. Elaborados nos anos 40 por artistas espanhóis as imagens compõem uma exuberante atmosfera.

Arte sacra - Os vitrais da capela são de autoria de artistas espanhóis.

Arte sacra – Os vitrais da capela São Vicente de Paulo são de autoria de artistas espanhóis.

Num prédio anexo ao antigo sanatório funciona o auditório e o Memorial Padre Vita. Um amplo espaço de pé direito alto erguido em homenagem à história do fundador do sanatório e do instituto. Móveis, objetos pessoais, fotos, cartas e painéis biográficos ajudam a recontar os passos heroicos do monsenhor José Vita.  Um missionário pioneiro no socorro e auxílio aos doentes tuberculosos, sobretudo pobres e crianças, que vinham à Campos do Jordão na primeira metade do século XX em busca de tratamento para a doença.

***

Endereço: Rua Monsenhor José Vita, 321 – Vila Abernéssia
Visitas: Todos os dias, das 10h às 12h  e das 14h às 17h.
Entrada Gratuita.
Mais Informações: www.ifnsg.org

***

OFERECIMENTO

 

______________________________________________

Padrão
Passeios, Reportagem

Boulevard Geneve – O lugar mais charmoso de Campos do Jordão

O filósofo suíço Alain de Botton no livro “A Arquitetura da Felicidade” pontua que a arquitetura não nos proporciona apenas refugio físico, mas também psicológico. Botton também afirma que a nossa identidade está inevitavelmente associada ao lugar em que vivemos, e junto com ele se transforma.

A reflexão do filósofo sobre a influência da arquitetura em nossas vidas serve de ponto de partida para entendermos o apelo e apreço do Boulevard Geneve junto aos turistas e moradores de Campos do Jordão.

Poderia a arquitetura influenciar na vida das pessoas? Nós do Boulevard Geneve acreditamos que sim!

Poderia a arquitetura influenciar a vida das pessoas?
Nós do Boulevard Geneve acreditamos que sim!

Inaugurado em 1985 o Boulevard Geneve é um marco histórico da cidade. A obra antecedeu o boom turístico do final dos anos 80 e marca a transição do potencial turístico de Campos do Jordão, de estância climática e terapêutica para um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil.

ainda não sei

O Boulevard Geneve é um complexo de lojas que emula vilas inglesas e alemãs. Em comum as lojas apresentam uma arquitetura do estilo enxaimel.

“Se você pode sonhar, você pode fazer” – Walt Disney

Era o ano de 1983, o empresário paulistano Lélio Gomes já estava financeiramente bem estabelecido graças a sua malharia Maison Genève e acabara de adquirir um terreno estreito na rua Djalma Forjaz, hoje a rua mais movimentada da cidade, mas na Campos do Jordão de 83 apenas uma rua esquecida da vila Capivari.

O empresário paulistano radicado em Campos do Jordão é o idealizador do Boulevard Geneve.

Lélio Gomes, o empresário paulistano radicado em Campos do Jordão é o idealizador do Boulevard Geneve.

Foi durante um passeio pelo estreito terreno que o empresário teve uma ideia: construir uma pequena vila europeia em Campos do Jordão.

“Eu estava com 40 anos. Cheguei a Campos do Jordão com 28, estava começando a vida, ganhei dinheiro e já estava em uma situação razoável. Então pensei: poxa quero fazer uma coisa bonita para a cidade que me acolheu”, conta Gomes.

Do estalo da ideia daquele passeio para o início das obras foi tudo muito rápido. Lélio Gomes chamou o amigo Mário Sérgio Pinto, recém-formado em engenharia, para conduzir a obra e os irmãos aspirantes a arquitetos Marcão e Betão (José Roberto Marques) para desenharem com ele a vila europeia.

Casa engraçada - Não tinha teto, não tinha nada. Mas tinha um sonho.

Casa engraçada – Não tinha teto, não tinha nada. Mas tinha um sonho. E o sonho era do tamanho do mundo.

A inspiração da arquitetura do prédio veio de um anúncio que Gomes havia visto em uma revista. Na foto estava uma loja da cidade de Blumenau em Santa Catarina, que exibia uma linda fachada construída em estilo enxaimel.

“Este estilo de construção está muito presente no sul da Alemanha, norte da França e na Inglaterra. Em 1400 e 1500 usavam o cerne das árvores para fazer a estrutura de madeira, enchendo os vãos com tijolos”, explica Gomes.

Apesar das casas apresentarem a mesma arquitetura, cada uma é decorada de maneira particular.

Apesar das casas apresentarem a mesma arquitetura, cada uma é decorada de maneira particular.

O estilo remetia à Idade Média, então logo o empresário decidiu que uma torre também deveria fazer parte do projeto. Sobre as fachadas pediu aos amigos que cada parede tivesse características próprias, como se tivessem sido construídas por diferentes famílias alemãs e inglesas.

Admirador de histórias medievais, o idealizador do Boulevard Geneve fez questão de incluir uma torre no projeto da vila europeia.

Admirador de histórias medievais, o idealizador do Boulevard Geneve fez questão de incluir uma torre no projeto da vila europeia.

A cada reunião do empresário com o amigo e os futuros arquitetos, Lélio chegava com uma foto diferente para inspirar a concepção do croqui final.

“Uma das fachadas foi inspirada na primeira farmácia construída em Viena. Outra foi copiada da foto de um castelo, próximo ao Windsor na Inglaterra. Teve também uma abadia italiana que inspirou a torre”, recorda o engenheiro Mário Sergio Pinto.

Certo é que os amigos conseguiram captar o sonho de Lélio e a muitas mãos e ideias foi desenhado o que seria hoje o Boulevard Geneve. Um prédio concebido pela gratidão de um empresário sonhador, um engenheiro recém-formado e dois irmãos desenhistas.

"Um sonho sonhado sozinho é um sonho. um sonho sonhado junto é realidade" -- Raul Seixas

Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade” – Raul Seixas

“Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade” – Walt Disney

Um inseguro engenheiro civil recém-formado deu inicio à obra, fez os cálculos que lhe cabiam e comandou o trabalho da fundação estrutural. A iniciativa era pioneira na cidade o que fez com que muitos olhos se voltassem para a obra, e isso aumentou ainda mais a pressão sobre o jovem engenheiro.

Um paliteiro -  A torre balançava muito por causa do vento. Mas 30 anos depois não balança mais, graças ao trabalho bem feito de um jovem engenheiro.

Um paliteiro – No início da construção a torre balançava muito por causa do vento. Mas 30 anos depois não balança mais, graças ao trabalho bem feito de um jovem engenheiro e seus operários jordanenses e catarinenses.

“Ah, deu um frio na barriga. Lembro que na época da construção da torre eu via aquelas madeiras apontadas para o céu, parecendo um paliteiro, e aquilo quando ventava balançava tanto! […] Ah eu morria de medo, mas foi nesta obra que eu aprendi de verdade a como trabalhar. Foi no dia a dia, no convívio com o pessoal do sul e os operários daqui de Campos”, conta hoje rindo Mário Sérgio, o engenheiro responsável pela obra.

O estilo germânico trazido pelos carpinteiros de Santa Catarina. Foto por Rodrigo Soldon.

O estilo germânico trazido pelos carpinteiros de Santa Catarina. Foto por Rodrigo Soldon.

Para erguer a estrutura de madeira foi contratada uma empresa de Santa Catarina, cujos carpinteiros responsáveis eram descendentes de imigrantes alemães, especializados no estilo enxaimel. Os catarinenses chegaram em duas carretas carregadas de madeira direto de Blumenau. Ao todo foram utilizados cerca de 50m³ de madeira. A maior obra em volume de madeira da empresa na época.

Janelas e jardineiras foram todas entalhadas à mão pelo mestre entalhador Ivan de Lima.

Janelas e jardineiras foram todas entalhadas à mão pelo mestre entalhador Ivan de Lima.

Já os detalhes em madeira da obra tem um toque local. Lélio Gomes e Mário Sérgio convidaram o entalhador Ivan de Lima para a empreitada. Juntos os três abriram uma serralheria e marcenaria. Todo o trabalho artístico das testeiras, janelas, portas e jardineiras foram entalhados manualmente. Cada desenho leva a assinatura de Lima, hoje considerado o principal mestre carver da cidade. E o trabalho chamou tanta atenção que na época representantes da família Marinho da Rede Globo o procuraram com uma proposta de trabalho. Proposta esta coberta por Gomes, o que garantiu a permanência do artista na cidade.

Primeiros passos

O nome Genève (Genebra) deu sorte ao empresário Lélio Gomes. Sua malharia com o nome da famosa cidade suíça lhe garantiu uma vida boa. Chegara a hora de retribuir ao mundo o sentimento de andar alegre pela vida, de devolver um pouquinho da sua Geneve particular, então surgiu a ideia do corredor de lojas ligando a Praça de Capivari à Rua Djalma Forjaz. Um corredor agradável que lembrasse uma simpática vila e que se confundisse com a paisagem da cidade, como se fosse mais uma rua, um boulevard. O Boulevard Geneve.

Gomes: “Um dia andando pelo terreno eu olhei de um lado, olhei do outro, e pensei: E se eu fizesse uma carreira de lojas de um lado e uma carreira de lojas do outro, eu acho que ficaria um negócio legal”. E ficou, e em 1985 a obra foi finalizada e o Boulevard Geneve já remetia às ruas de cidades alemãs como Freiburg e Baden Baden.

A gente é suspeito para falara, mas fala a verdade, é ou não é o lugar mais charmoso de Campos do Jordão.

O Boulevard Geneve é mais que uma galeria de lojas. O prédio já faz parte da paisagem de Campos do Jordão, serve de cartão postal e faz as vezes de passagem entre a Praça de Capivari e a Rua Djalma Forjaz. E a gente é suspeito para falar, mas fala a verdade, é ou não é o lugar mais charmoso de Campos do Jordão?!

Com o prédio pronto, o cuidado primoroso com os detalhes das fachadas de cada loja logo chamou atenção dos empresários da cidade. O prédio mal fora inaugurado e já se instalaram as primeiras lojas. Restaurantes como o Matterhorn e o Baden Baden escolheram o Boulevard para chamar de casa e desde o início se confundem com o prédio. Tamanha a afinidade.

Restaurante Matterhorn há quase 30 anos lado a lado com o Boulevard Geneve.  Na foto: Chalé a direita da torre.

Restaurante Matterhorn há quase 30 anos lado a lado com o Boulevard Geneve.
Na foto: Chalé a direita da torre.

“Foi amor à primeira vista”, declara José Vasconcelos Rosa, o Vasco, proprietário do restaurante e choperia Baden Baden.  Em meados dos anos 80 Vasco procurava um ponto para estabelecer um novo empreendimento na cidade. O local mais provável para isto seria a Avenida Macedo Soares, até então a rua mais frequentada pelos turistas, mas ao visitar a obra do Boulevard Geneve, o empresário mudou de ideia. E encantado pela arquitetura em estilo Enxaimel, muito comum na Alemanha, decidiu montar uma casa de gastronomia alemã. De lá para cá surgiu o chope Baden Baden e na esteira da vida as cervejas Baden Baden. Isso mesmo, até a primeira cerveja gourmet do Brasil indiretamente teve origem por causa do Boulevard Geneve. Sem o BG não existiria a choperia Baden Baden, e sem esta última não existiria a cerveja Baden Baden.

Baden Baden e Boulevard Geneve se confundem. É impossível olhar para um sem olhar para o outro. Aliás já tinha reparado no BG lá de cima da fachada do Baden ;)

Baden Baden e Boulevard Geneve se confundem. É impossível olhar para um sem olhar para o outro. Aliás já tinha reparado no BG lá de cima da fachada do Baden? 😉
A história completa do Baden Baden você pode conferir aqui.

Sobre Flores e Beleza arquitetônica

Hoje, com trinta anos de atividade o Boulevard Geneve é considerado um dos principais cartões postais de Campos do Jordão. A ideia da vila europeia deu certo e teve aprovação tanto dos lojistas quanto dos turistas, que fizeram do espaço um dos mais fotografados do Brasil. E hoje a arquitetura do Boulevard Geneve  tornou-se referência na cidade e está presente por toda Campos do Jordão.

NOITE DENI WILLIANS

O segredo do sucesso – Arquitetura e Flores
Foto por Deni Willians

Sobre o legado da sua vila europeia para a cidade o empresário Lélio Gomes diz: “Eu acredito que a contribuição do Boulevard Geneve para Campos do Jordão é que ele ajudou a criar uma identidade turística para a cidade. Uma identidade que combina muita flor e beleza arquitetônica”.

A declaração de Gomes é despretensiosa, mas consegue sintetizar aquilo que o filósofo Alain de Botton defende lá na abertura desta matéria: O fato de que nossa identidade está muito associada ao lugar em que vivemos, e junto dele nossa identidade se transforma.

A construção do Boulevard Geneve fez com que mais empresários se inspirassem em países de clima frio quando foram levantar suas pousadas, lojas, restaurantes e hotéis em Campos do Jordão. E sempre com um toque de flor, um cuidado paisagístico.

Shopping Cadij, exemplo de empreendimento inspirado pelo Boulevard Geneve.

Shopping Cadij, exemplo de empreendimento inspirado pelo Boulevard Geneve.

A arquitetura do Boulevard Geneve contribuiu para que Campos do Jordão se tornasse uma cidade mais bonita. Das casas aos prédios comerciais. As construções encantam pedestres e atraem olhares pelas janelas dos automóveis. Até as fachadas das agências bancárias de Campos do Jordão são bonitas. E isso, uma cidade bonita, se não facilita o viver, ao menos torna a vida mais bonita. E todo mundo gosta de coisas bonitas e flores.

Enfim se para o célebre escritor Oscar Wilde todo homem pode ser um pouco melhor no campo, para nós do Boulevard Geneve todo homem pode ser mais feliz em Campos do Jordão. E isso está diretamente ligado à natureza dos nossos campos e à arquitetura de nossa cidade.

***

Texto final: Gilmar Silva
Reportagem: Gilmar Silva e Cristiano Tomaz.

Trintão, mas sem crise

Siga-nos no Facebook e no Instagram – @boulevardgeneve

***

OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

 

Padrão
arquitetura de Campos do Jordão
Cultura, Reportagem

A arquitetura de Campos do Jordão

O prestigiado arquiteto brasileiro Jorge Wilheim, falecido este ano, certa vez em uma conversa com o arquiteto jordanense José Roberto Damas Cintra, disse: “Campos do Jordão não tem um estilo de arquitetura definido, tem um jeitão.” Definições genéricas como arquitetura em estilo alpino ou arquitetura suíça, não zeram o debate quando o assunto é qual é o estilo arquitetônico da cidade. A verdade é que Campos do Jordão reúne uma variada mistura de padrões arquitetônicos trazidos de fora do país após a segunda guerra  mundial e intensificada a partir do boom turístico do final dos anos 80, quando o mercado da construção local passa a se inspirar ainda mais na arquitetura de países de clima frio.

Telhados agudos de caimento íngreme. Característica marcante da maioria das construções de Campos do Jordão.

Telhados agudos de caimento íngreme. Característica marcante da maioria das construções de Campos do Jordão.

Mas dentro dessa mistura de padrões, alguns se sobressaem conforme veremos neste post. Basicamente são eles: Chalés Suíços, Estilo Normando, Enxaimel e o estilo local dos Chalés de Pinho jordanense. Conheça o “jeitão” da arquitetura de Campos do Jordão.

Chalés Suíços

Estilo comum  das casas de campo dos alpes suíços, geralmente erguidas em madeira, com telhado de grande caimento e beirais avançados. Sua releitura para obras contemporâneas apresenta, geralmente, dois pavimentos, telhado com duas águas, sacada frontal ou pórtico com balaustrada de volutas, ornamentos de madeira, tabeca de tábua e mata-junta ou estuque ornamentado.

Casa no estilo típico chalé suíço. Atenção para o telhado que desce até o chão.

Um típico chalé suíço em Campos do Jordão. Atenção para o telhado que desce até o chão.

Obra assinada pelo escritório de arquitetura Tadeu Sales, em Campos do Jordão. O telhado já não chega até o chão, mas mantém uma inclinação de 75°.

Obra assinada pelo escritório de arquitetura Tadeu Sales, em Campos do Jordão. O telhado já não chega até o chão, mas mantém uma inclinação de 75%.

Uma releitura moderna de chalé suíço, em Campos do Jordão. Obra do escritório Damas Cintra.

Uma releitura moderna de chalé suíço, em Campos do Jordão. Obra do escritório Damas Cintra.

Estilo Normando

Trata-se de uma construção assimétrica originária das casas de campo da região da Normandia na França, muito comum nos anos 30. As construções costumam apresentar telhado cônico e íngreme, paredes de alvenaria mista de tijolos e pedra, estuques e anela com várias vidraças.

Fachada do hotel Vila Inglesa, fundado em 1947.

Fachada do hotel Vila Inglesa, fundado em 1947.

Fachada do hotel Orotour, antigo Hotel dos Lagos, fundado originalmente em 1945.

Fachada do hotel Orotour, antigo Hotel dos Lagos, fundado originalmente em 1945.

Chalé de Pinho Jordanense

Construídos entre os anos 20 e os anos 40 os chalés de pinho jordanense são típicos de Campos do Jordão. A obra consiste em chalés erguidos de pinho local sobre pilares de alvenaria, pedras ou até madeira como a aroeira. Por ser elevado do chão o porão é mais arejado, excelente para o armazenamento de lenha. Dependências como banheiro e cozinha são de alvenaria. Bem preservados os chalés de pinho jordanense até hoje servem de residência para milhares de moradores da cidade.

A vila Ferraz é um bairro que abriga muitos chalés de pinho jordanense. A maioria construídos nas décadas de 1920 e 1940.

A vila Ferraz é um bairro que abriga muitos chalés de pinho jordanense. A maioria construídos nas décadas de 1920 e 1940.

Enxaimel

O estilo arquitetônico enxaimel remete a edifícios europeus e norte-americanos dos séculos XVI e XVII. O estilo chama a atenção pela mistura de elementos.

Um casamento perfeito. Baden Baden e Boulevard Geneve se misturam. Não tem como visitar um, sem olhar para o outro. Aliás, já tinha reparado no BG lá de cima da fachada ;)  foto: Panoramio

Boulevard Geneve – O estilo Enxaimel é o mais presente no centrinho turístico da vila Capivari. foto: Panoramio

A técnica do enxaimel chegou ao Brasil por meio de imigrantes alemães, que se instalaram principalmente no sul do País. Sua técnica de construção consiste em levantar primeiro o esqueleto das casas, usando grossas toras de madeira. Assim são montadas vigas verticais, horizontais e inclinadas, para manter a sustentação. Depois de pronta a armação, os espaços são preenchidos com materiais típicos de cada região. No Brasil usou-se principalmente taipa, tijolos maciços, pedra e barro.

Um "eu te amo" com esse plano de fundo fica muito mais gostoso. Um "casa comigo" então, inesquecível. Foto por Cristiano Tomaz.

O corredor da torre do Boulevard Geneve  lembra uma vila europeia. Apesar das casas apresentarem a mesma arquitetura, cada uma é decorada de maneira particular. Foto por Cristiano Tomaz.

O primeiro espaço a adotar esta arquitetura em Campos do Jordão foi o Boulevard Geneve. Muito presente em filmes medievais, o enxaimel chamou a atenção do empresário paulistano Lélio Gomes, que após algumas pesquisas, escolheu este estilo para construir sua galeria de lojas.

“Este estilo de construção está muito presente no sul da Alemanha, norte da França e na Inglaterra. Em 1400 e 1500 usavam o cerne das árvores para fazer a estrutura de madeira, enchendo os vãos com tijolos”, explica o empresário Lélio Gomes, idealizador do empreendimento em Campos do Jordão.

Marco histórico de Campos do Jordão, o Boulevard Geneve é um dos pontos turísticos mais fotografados da cidade.

Marco histórico de Campos do Jordão, o Boulevard Geneve é um dos pontos turísticos mais fotografados da cidade.

O projeto idealizado por Lélio previa que a construção representasse uma pequena vila. Assim cada parede deveria ter suas características próprias, como se tivessem sido construídas por famílias alemãs ou inglesas.  Uma das fachadas foi inspirada na primeira farmácia construída em Viena. Outra foi copiada da foto de um castelo, próximo ao Windsor na Inglaterra.

Uma empresa de Santa Catarina deu início à construção do Boulevard Geneve,  trabalhando com duas carretas de madeira chegadas de Blumenau. Já os detalhes tem um toque local, ficaram a cargo de um artesão de Campos do Jordão, que trabalhou nas testeiras de todo o prédio, entalhando manualmente cada desenho.

A gente é suspeito para falara, mas fala a verdade, é ou não é o lugar mais charmoso de Campos do Jordão.

A gente é suspeito para falar, mas na boa, é ou não é o lugar mais charmoso de Campos do Jordão?

Inaugurado em 1985 o Boulevard Geneve completou 30 anos em 2015. A ideia da vila europeia deu certo e teve aprovação tanto dos lojistas quanto dos turistas, que fizeram do espaço um dos mais fotografados do Brasil.

Hoje a arquitetura do Boulevard Geneve  tornou-se referência na cidade e está presente em grande parte das regiões turísticas de Campos do Jordão.

***

Texto final: Gilmar Silva

Reportagem: Gilmar Silva e Cristiano Tomaz

***

OFERECIMENTO

Logo BG 30 Anos

***

Padrão
Sem categoria

Saiba como surgiu um dos principais cartões postais com arquitetura européia em Campos do Jordão

IMG_5371Foi em 1983, durante um passeio em seu estreito terreno em Vila Capivari, que o empresário Lélio Gomes teve uma ideia: Criar uma pequena vila européia nas montanhas da serra paulista.

Sem saber ele tinha imaginado o que, alguns anos depois, viria a ser o ponto arquitetônico mais famoso de Campos do Jordão. E também e o centro turístico mais procurado de toda região.

Nesta época, a cidade teria ainda poucos estabelecimentos comerciais, e o jovem empreendedor vislumbrou que ali poderia existir uma excelente oportunidade para ampliar o turismo na estância climática, que já era frequentada pela alta sociedade paulistana.

Com um formato retangular de difícil aproveitamento para uma única loja, Lélio imaginou que poderia fazer ali duas carreiras de lojas, onde as pessoas poderiam passar por dentro, e assim ter acesso a diferentes produtos e serviços.

“Um dia andando pelo terreno eu olhei de uma lado, e olhei do outro, e pensei: E se eu fizesse uma carreira de lojas de um lado e uma carreira de lojas do outro, eu acho que ficaria uma negócio legal”.

Asim neste mesmo instante o empresário iniciou a medição, e com seus próprios passos calculou quantas lojas poderiam ser construídas.

A inspiração de implementar uma arquitetura européia veio de um anúncio que viu em uma revista.

Na foto estava uma loja da cidade de Blumenau em Santa Catarina, que exibia uma linda fachada construída em estilo medieval. Esta bela imagem mostrava o admirado estilo enxaimel.

Outras inspirações também reforçaram esta escolha. O empresário também tinha visto uma casa com estilo semelhante na Vila Inglesa em Campos. E foi através de uma conversa com um amigo italiano que surgiu a ideia de criar uma imponente torre no centro.

O primeiro esboço veio através de reuniões com amigos e futuros arquitetos, que conseguiram captar a ideia de Lélio e desenharam o que seria hoje o Boulevard Geneve,

Foi em Santa Catarina que ele encontrou uma carpintaria de descendentes de imigrantes alemães, que já era especializada neste estilo de construção. Esta empresa teria sido a mesma responsável em construir o centro de entretenimento Beto Carreiro World.

Mais tarde outras ideias foram surgindo e o terreno ao lado foi também adquirido.

“Eu vim para Campos do Jordão, cheguei aqui com 28 anos, estava começando a vida, ganhei dinheiro e já estava em uma situação razoável. E falei: poxa quero fazer uma coisa bonita para a cidade que me acolheu”.

IMG_5229

Afirma o empreendedor.

Seguindo mesmo padrão arquitetônico, foram construídos ali outras lojas em um formato de galeria, desta vez coberto e com um elevador panorâmico.

Assim foi criado o Boulevard Geneve. Ponto de encontro da sociedade brasileira e que fez da rua Djama Forjaz o local mais badalado e fotografado do inverno brasileiro.

Fotos: Cristiano Tomaz

 

Padrão