happy hour blog
Crônica, Rolê Econômico

Seu happy hour é feliz de verdade?

Existe um problema com programas como o happy hour ou aquele convite para um drink para jogar conversa fora, a impessoalidade. Pode soar estranho falar isso, uma vez que geralmente costumamos convidar para um happy hour, ou um drink, pessoas com as quais temos afinidade, mas se olharmos atentamente podemos perceber o quão distante um programa como esses pode se tornar.

O Matterhorn tem tudo para o seu happy hour, mas será que você está fazendo isso direito?

O Matterhorn tem tudo para o seu happy hour, mas será que você está fazendo isso direito?

Talvez a distância entre nós e aqueles que dividem uma mesa com a gente more em levar muito a sério o “happy”, do happy hour, e a expressão  “jogar conversa fora”.  Como se estivesse subentendido que o papo obrigatoriamente deve ser leve e divertido, sem implicar grandes reflexões.

Tira da série "Quase nada" dos irmãos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

Tira da série “Quase nada” dos irmãos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

Mas muitas vezes o que a gente espera dos outros, lembrando que geralmente sempre convidamos pessoas queridas para um encontro desses, não é que eles nos façam rir e esquecer do mundo, muitas vezes queremos algo mais. Pode ser uma dica para melhorar a produtividade no trabalho; um toque do colega da contabilidade sobre financiamentos, uma opinião sincera do melhor amigo sobre o nosso relacionamento amoroso; um ombro para desabafar medos e frustrações; uma palavra amiga de conforto ou de motivação, ou até mesmo enxergar nesses encontros a oportunidade ideal pra se declarar para alguém, ou então resolver coisas mais triviais como pedir uma caminhonete emprestada para fazer uma mudança.

Tira da série "Quase nada" dos irmãos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

Tira da série “Quase nada” dos irmãos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon.

No entanto, apegados ao happy, a jogar conversa fora e ao álcool, acabamos não falando. A gente ri e bebe, como todos no bar, mas dificilmente nos relacionamos de verdade. E frases como “Viu que jogão ontem?”, “A Juliana do RH é uma vaca”, “Que linda sua bolsa nova”, “comprei um sedã”, acabam nos roubando momentos preciosos. A felicidade alcançada não resiste à uma noite de sono.

 Dá para mudar essa postura e nem precisa de muito esforço.  Uma sugestão passa por mudanças de comportamento simples, como diminuir o número de cervejas e drinks, e dar mais atenção ao outro. Fazer do “Tudo bem, como você está?” uma pergunta de verdade, não um breve cumprimento banal .

Resumindo, na prática é como ir ao Bar do Matterhorn e não se preocupar em beber muito, e sim em beber bem e em boa companhia, e o mais importante: estar verdadeiramente presente. O que vai fazer do seu happy hour um momento mais significativo, feliz de verdade.

 ***

O bar do Matterhorn fica localizado no corredor da torre do Boulevard Geneve, à esquerda do empório de mesmo nome. O cantinho lembra um pub londrino e é excelente para um drink no meio da tarde ou um happy hour. Escolhemos duas cervejas da casa para embalar um bom papo. Agora a  companhia fica por sua conta.

Histórico - Produzida desde o século XIII pelos monges da abadia belga Notre-Dame de Leffe, as cervejas Leffe dentre as chamadas cervejas de abadia são as mais consumidas do mundo. A receita tradicional data de 1240.  Na foto: Leffe Radieuse Estilo: Belgian Blond Ale  Preço: 10,00 Leffe Radieuse Estilo: Belgian Dark Strong Ale Preço: 14,00

Histórico – Produzida desde o século XIII pelos monges da abadia belga Notre-Dame de Leffe, as cervejas Leffe dentre as chamadas cervejas de abadia são as mais consumidas do mundo. A receita tradicional data de 1240.Leffe Blond Estilo: Belgian Blond Ale Preço: 10,00 Leffe Radieuse Estilo: Belgian Dark Strong Ale Preço: 14,00 

 

***

nota: A foto  da capa do post é uma imagem de divulgação do filme “O que os homens falam”, do diretor catalão Cesc Gay. O filme inspirou a crônica desse post e fala exatamente sobre reuniões de amigos nas quais se fala de tudo, menos das coisas importantes.

Nota da redação

Aqui no Boulevard Geneve nós prezamos as conversas verdadeiras. Gostamos de estar presente. Daí o porquê da série fotográfica “A Cara do Boulevard Geneve”, daí o porquê da nossa agenda cultural e de eventos no facebook, daí o porquê deste blog. Gostamos de estar no imaginário de Campos do Jordão, de ouvir o que turistas e moradores tem a dizer, bem como de sermos ouvidos. Muito nos honra  fazer parte da vida da cidade.

OFERECIMENTO

_______________________________________________

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Padrão

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>