pinhão novo
Comer & Beber, gastronomia

Loucos por Pinhão

As florestas que abrigam a Araucária já chegaram a ocupar uma área de 200 mil quilômetros no Brasil, mas hoje estão reduzidas a 3% desse total. O motivo: a qualidade da madeira, leve e sem falhas, fez com que a araucária fosse intensamente explorada, sobretudo, entre 1930 e 1990. Estima-se que nesse período cerca de 100 milhões de pinheiros tenham sido derrubados. Um cenário infeliz que fez a madeira de araucária figurar no topo da lista das exportações brasileiras entre 1950 e 1960. O que hoje a coloca como uma espécie em risco de extinção.

A araucária chega a viver até 700 anos, alcançando diâmetros de dois metros e altura de 50 metros.

Se num primeiro momento a ganância do homem é apontada como responsável por tamanha atrocidade contra o meio ambiente, nós do Boulevard Geneve conseguimos apontar outra causa, digamos, menos ortodoxa: o paladar.

Sério, alguma falha grave no paladar deve ter acometido brasileiros do sul do país e da serra da Mantiqueira para que estes permitissem  a derrubada de tantos pinheiros, o que consequentemente os legou menos pinhões em suas mesas.  Isso mesmo, nosso ponto nessa conversa é o pinhão, porque nós do Boulevard somos loucos por pinhão. E não estamos sozinhos nisso.

O pinhão já é uma peça chave da economia de Campos do Jordão desde o final dos anos 80.  Foto: Cristiano Tomaz

O pinhão já é uma peça chave da economia de Campos do Jordão desde o final dos anos 80. Foto: Cristiano Tomaz

O pinhão no passado fez parte da dieta básica de inúmeras tribos indígenas do Brasil. Hoje garante a alimentação de muitas espécies de animais, principalmente roedores e pássaros, e é item obrigatório no cardápio de outono e inverno de milhares de famílias de Campos do Jordão e do sul do país.

Por isso nosso argumento em defesa das nossas Matas de Araucárias passa pelo apreço ao pinhão. O apetite humano pela semente da araucária – ahã, pinhão é semente – pode servir como o principal aval para a perpetuação dos nossos pinheiros. Conhece aquela história de fisgar um bom marido pelo estômago? Então, nós queremos fisgar mais ambientalistas com o mesmo método. E a questão não é apenas preservacionista, porque também tem relação socioeconômica direta com a sociedade.  Muitas famílias de Campos do Jordão sobrevivem da colheita e venda dos pinhões para turistas e restaurantes. E todo bom restaurante da cidade tem ao menos um prato em seu cardápio que leva a semente da araucária. E não é porque é típico não, é porque é gostoso mesmo.

O restaurante Matterhorn, localizado no Boulevard Geneve, costuma inovar.  Foto: Doce Quadra de Pinhão

O restaurante Matterhorn, localizado no Boulevard Geneve, costuma inovar.Foto: Doce Quadra de Pinhão

Agora, se você só vier à Campos após a temporada de inverno, não se preocupe, nossos estoques de pinhão costumam durar até o comecinho da primavera. Então, não deixe de provar algum prato que leve a nossa iguaria mais querida e ao se deparar com algum vendedor de pinhão às margens de nossas vias leve para casa um saco de pinhões para dar de presente ou para você mesmo reviver esse prazer no seu lar. Porque pinhão, gente, é mais gostoso que pipoca.

Colabore com a economia local.

Ao provar do pinhão de Campos você estará colaborando com todo um movimento de fortalecimento da economia local e da preservação do meio ambiente.

Mais pinhões na mesa = menos árvores no chão. Porque como diz um aforismo atribuído ao publicitário brasileiro Rubem Duailibi, “Turismo rende mais do que madeira”.

Regrinhas do bem :D

Vai levar um saco de pinhão pra casa? Então confira essas receitas, clique aqui.

Festa do Pinhão

festa do pinhão 2 festa do pinhão

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